O que significa masturbar-se
Masturbar-se significa tocar o próprio corpo intencionalmente para sentir prazer, relaxamento ou excitação sexual. Isso pode ocorrer nos genitais, mas também noutros pontos sensíveis do corpo. Algumas pessoas atingem o orgasmo, outras não. Ambos os casos são completamente normais.
O mais importante é isto: a masturbação não é um teste de desempenho. Não há um objetivo que tenha de ser alcançado. É uma forma de autoperceção e experiência corporal que se sente de maneira diferente em cada pessoa.
O que acontece no corpo
No essencial, a masturbação é uma interação entre nervos, cérebro, circulação e tensão muscular. O toque, a pressão ou a fantasia enviam sinais ao cérebro. O cérebro interpreta-os como agradáveis e desencadeia reações corporais.
- A circulação sanguínea na área genital aumenta
- A sensibilidade aumenta, os toques são percebidos de forma mais intensa
- O ritmo cardíaco e a respiração aceleram
- A tensão muscular aumenta, sobretudo na região pélvica
Se ocorrer um orgasmo, certos músculos contraem-se rítmica e involuntariamente. Depois segue-se muitas vezes uma sensação de relaxamento ou calma. Essa sensação pode ser forte ou ligeira e varia de pessoa para pessoa.
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Tornar-me membroDiferenças entre pénis e vulva
Pessoas com pénis frequentemente experienciam a excitação como um processo relativamente linear. A excitação aumenta, pode ocorrer um orgasmo e depois o corpo costuma precisar de uma pausa antes de nova excitação ser possível.
Em pessoas com vulva, a excitação costuma ser menos linear. O clitóris é, para muita gente, o órgão do prazer mais importante. Algumas pessoas têm múltiplos orgasmos, outras não têm, embora a estimulação seja agradável. Também isso é normal e não significa que algo esteja errado.
Por que a masturbação é particularmente frequente na puberdade
Na puberdade o corpo muda muito. As hormonas aumentam a suscetibilidade sexual, muitas vezes independentemente de se querer ou não. A curiosidade, a excitação e as novas sensações corporais levam muitas vezes a que os jovens se masturbem com mais frequência.
As fantasias também podem surpreender ou deixar desconfortável. A fantasia, no entanto, não prova o que se quer no futuro nem define quem somos. Frequentemente é apenas uma expressão de curiosidade ou de alívio do stress.
Com que frequência é normal?
Esta pergunta aparece em quase todos os artigos e a resposta é quase sempre a mesma: não existe um número certo. Há quem se masturbe raramente, quem o faça com frequência e quem o faça apenas em fases específicas da vida.
Como orientação, conta mais isto: desde que a masturbação seja voluntária e não prejudique de forma duradoura o quotidiano, a escola, o trabalho ou as relações, ela não é problemática. A frequência por si só não indica saúde ou maturidade.
Mitos e factos sobre a masturbação
Muitas preocupações vêm de mitos antigos que persistem. Um olhar objetivo ajuda a reduzir a pressão.
- Mito: A masturbação causa infertilidade.
Facto: A masturbação não tem impacto negativo na fertilidade. - Mito: Muita masturbação faz mal ao corpo.
Facto: O corpo não sofre danos, desde que não haja dor ou lesões. - Mito: Quem se masturba terá problemas sexuais depois.
Facto: A maioria das pessoas masturba-se e tem uma vida sexual satisfatória. - Mito: Não ter orgasmo significa que há algo de errado.
Facto: Os orgasmos variam muito e nem sempre acontecem, mesmo em pessoas saudáveis. - Mito: Masturbar-se numa relação é errado.
Facto: Para muitos casais a masturbação é totalmente normal e não é sinal de insatisfação.
Quase todos estes mitos têm origem na vergonha, em conceções morais ou em comparações irreais, não na medicina.
Pornografia, comparações e pressão de desempenho
A pornografia mostra uma sexualidade encenada. Corpos, reações e sequências são pensados para causar impacto, não para refletir a realidade. Quem usa isso como referência sente-se rapidamente fora do normal ou insuficiente.
Por isso, muitos blogs de referência sobre educação sexual enfatizam: a masturbação não é uma competição. Se estiveres constantemente a verificar se estás a reagir "bem", torna-se muitas vezes mais difícil sentir qualquer coisa. O relaxamento e a curiosidade costumam ajudar mais do que a técnica.
Segurança e percepção corporal
A masturbação deve ser agradável. O corpo dá sinais claros.
- A dor é um sinal para abrandar ou parar
- Em casos de fricção intensa, um lubrificante adequado pode ajudar
- Ardor recorrente ou lesões devem ser avaliados por um profissional de saúde
Dúvidas ou inseguranças não são motivo para vergonha. Médicos e médicas lidam com estes temas no seu dia a dia.
Quando faz sentido procurar apoio
Na maioria dos casos, as incertezas resolvem-se com informação e tempo. Pode ser útil procurar ajuda quando a masturbação estiver associada a grande pressão, medo ou compulsão, ou quando surgirem sintomas físicos.
- dor persistente
- fortes sentimentos de culpa ou nojo
- sensação de perda de controlo
- grande sofrimento relacionado com a sexualidade
Uma conversa tranquila pode ajudar a desenvolver uma relação mais relaxada com o próprio corpo.
Conclusão
A masturbação é uma forma normal de sexualidade e de experiência corporal. Funciona através de estímulos nervosos, excitação e reações físicas como aumento da circulação e tensão muscular.
Estar inseguro não significa que algo esteja errado. Informação, paciência e uma atitude gentil em relação ao próprio corpo são muitas vezes o passo mais importante para mais relaxamento.

