Importante desde já: o que geralmente se entende por duração
Quando as pessoas perguntam quanto tempo dura o sexo, muitas vezes referem-se ao período desde o início até ao fim de um encontro sexual. Na investigação, porém, costuma-se medir de forma muito mais estreita, ou seja, apenas o tempo desde a penetração até à ejaculação. Isso faz uma grande diferença.
Por isso os números dos estudos por vezes parecem surpreendentemente curtos. Eles não dizem que o sexo no seu conjunto tem de ser tão curto, apenas indicam quanto dura, em muitos casais, uma determinada fase.
O que os estudos medem: IELT como padrão
Uma medida comum na sexologia é o tempo de latência ejaculatória intravaginal, abreviado IELT. Refere-se ao tempo desde a penetração do pénis na vagina até à ejaculação. Preliminares, pausas, mudanças de posição, sexo oral ou aconchego não estão incluídos.
Um estudo multinacional conhecido registou o IELT no quotidiano com cronómetro e mostra uma grande variação entre casais e situações. Um resumo facilmente acessível encontra-se em PubMed.
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Tornar-me membroQue durações são frequentes nos estudos
Em estudos sobre IELT, valores típicos em muitos casais situam-se na ordem de poucos minutos. O importante é a dispersão. Não existe um normal fixo, mas sim uma amplitude. Um valor pode parecer curto numa situação e totalmente adequado noutra.
O ponto decisivo é que um número isolado diz pouco sobre a qualidade. A satisfação depende muito mais de ambos sentirem-se seguros, de haver comunicação e de o ritmo ser adequado.
Porque é que o sexo pode parecer mais curto ou mais longo
A duração não é só uma questão técnica. O corpo reage à excitação, ao stress e ao contexto. Em especial em situações de nervosismo a subida da excitação pode ser mais acentuada, o que acelera a ejaculação.
- Stress, pressão de desempenho e ansiedade aumentam a tensão
- Muito alta excitação ou tensão sexual prolongada pode encurtar o tempo
- Álcool pode alterar a perceção, mas não prolonga de forma fiável
- Falta de sono, conflitos ou pouca privacidade tendem a reduzir o desejo
- Boa comunicação e pausas podem tornar a experiência mais serena
Muitas pessoas reparam que o sexo muda assim que eliminam o relógio da cabeça.
O erro de pensamento mais comum: quanto mais longo, melhor
A ideia de que o sexo só é bom a partir de certo número de minutos é um mito. Penetrações muito longas podem até ser desconfortáveis, por exemplo devido ao atrito, secura ou dor. Especialmente em pessoas com vulva, fricção prolongada pode irritar as mucosas.
Bom sexo não se consegue por um número, mas por atenção. Também se pode sentir muita proximidade e satisfação em pouco tempo.
Pornos e histórias distorcem as expectativas
Pornos mostram sequências encenadas. Cortes, pausas e várias tomadas desaparecem; a duração visível parece assim mais longa e uniforme. Isso não é um padrão realista para corpos ou dinâmicas reais.
Também relatos de amigos são muitas vezes filtrados, exagerados ou encurtados. Isso leva a que muita gente se compare com uma imagem que não existe.
Quando a duração passa a ser relevante do ponto de vista médico
Do ponto de vista médico, a duração torna-se interessante quando causa sofrimento regular. Isso vale para ambos os sentidos. Há quem viva o sexo como demasiado curto e se sinta impotente; outros acham o sexo demasiado longo e penoso. O decisivo é se existe perda de controlo, se ocorre repetidamente e se isso afeta muito a relação ou a autoestima.
Informação especializada sobre isto pode ser encontrada na DGS (Direção-Geral da Saúde) e em revisões de medicina sexual da Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM).
O que pode ajudar na prática, sem pressão
Não se trata de ter de durar mais tempo. Trata-se de sentires-te melhor. Muitas vezes pequenas mudanças de foco ajudam porque reduzem o stress e aumentam a proximidade.
- Não encares o sexo como um exame, vê-o como um encontro
- Dá mais tempo ao toque e à excitação antes da penetração
- Encarar pausas e mudanças de posição como normais
- Diz abertamente o que é agradável e o que é demais
- Se a fricção for incómoda, diminui o ritmo e presta atenção à lubrificação
Se a proteção for um tema, o preservativo também pode reduzir pressão psicológica. Sobre a eficácia dos preservativos há um resumo na DGS (Direção-Geral da Saúde).
Contexto legal e regulatório
Em Portugal é decisivo que a sexualidade se baseie em consentimento real. Um não é válido a qualquer momento, mesmo durante um ato. No caso de jovens existem regras adicionais relativas à idade de consentimento e detalhes que dependem da situação concreta. As normas internacionais podem divergir, por isso é importante procurar orientação local em caso de dúvidas. Esta secção não constitui aconselhamento jurídico, mas uma explicação sobre responsabilidade.
Quando faz sentido procurar ajuda profissional
Procurar ajuda é indicado quando surge sofrimento, quando cresce o medo do sexo ou quando há dor, ardor recorrente ou lesões. Também quando as conversas na relação frequentemente empacam, a terapia pode aliviar.
Uma conversa tranquila com um profissional de saúde ou uma consulta em medicina sexual pode ajudar a esclarecer causas e a reduzir a pressão sobre o tema.
Conclusão
Quanto tempo dura o sexo. O tempo que for confortável para ambos. Os estudos medem muitas vezes apenas uma parte e mostram sobretudo isto: a amplitude é grande.
Se te medidas em minutos, o sexo tende a piorar. Se te guiares por segurança, comunicação e bem-estar, ele torna-se automaticamente mais equilibrado para muitos.

