Do que realmente se trata na primeira vez
A primeira vez não é um evento técnico. É um conhecimento físico e emocional. O corpo reage à descontração, não às expectativas. Nervosismo é normal e não diz nada sobre maturidade ou aptidão.
A educação séria coloca o consentimento e a proteção no centro. Uma visão clara sobre consentimento encontra-se na informação do NHS sobre consentimento. Para educação sexual adequada à idade, veja também os Padrões da OMS para educação sexual na Europa.
O que o corpo precisa nessa situação
A excitação significa mais fluxo sanguíneo e maior sensibilidade. Tensão pode levar a contracções musculares e o toque pode tornar-se incómodo. Tempo, calma e lubrificação suficiente são por isso mais importantes do que qualquer posição.
Para proteção contra gravidez e infeções, um preservativo é a opção mais simples. A CDC explica eficácia e modo de utilização e a DGS disponibiliza material de educação sexual.
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Tornar-me membroPara quem a questão da posição é relevante e para quem é menos
Muitas pessoas fazem esta pergunta para reduzir a insegurança. Isso é compreensível. Ao mesmo tempo não existe certo ou errado. Se alguém sente dor, medo intenso ou pressão, a melhor decisão costuma ser abrandar ou fazer uma pausa.
Pessoas com vulva podem sentir um puxão ou sensação de pressão na primeira vez, mas não têm necessariamente dor intensa. Pode haver sangramento, mas não é obrigatório. Uma visão objetiva sobre expectativas encontra-se na informação do NHS sobre a primeira vez.
Expectativas realistas
A primeira vez raramente é perfeita. Pode ser irregular, curta ou estranha. Alguns ficam eufóricos depois, outros mais pensativos ou neutros. Tudo isso é normal. A sexualidade desenvolve-se com experiência e confiança, não por uma única situação.
Filmes e relatos mostram sequências encenadas. Não são um padrão para o próprio corpo.
Que posições podem fazer sentido na primeira vez
Muitos guias de referência propositadamente não indicam uma única melhor posição. Em vez disso recomendam critérios que costumam facilitar o início. Esse é também o enfoque mais honesto, porque corpos, limites e preferências variam muito.
- Contacto visual e proximidade são possíveis.
- A pessoa receptora consegue controlar bem o ritmo e a profundidade.
- Os movimentos podem começar devagar e parar a qualquer momento.
- Requer pouca equilíbrio ou força, para que ninguém se tense.
- Mudar ou fazer uma pausa é simples.
Quando esses critérios são cumpridos, cria-se muitas vezes automaticamente uma situação que parece mais segura do que um plano complicado.
Comunicação: a parte mais importante, sobre a qual quase ninguém fala
Dizer de forma breve o que está a ser agradável ou o que já é demasiado previne muitos problemas. O silêncio por insegurança gera mais pressão do que relaxamento. Um simples “mais devagar” ou “pára” costuma ser suficiente para tornar a situação agradável outra vez.
É também útil manter expectativas baixas de antemão. Vocês não têm de provar nada. Podem decidir a qualquer momento continuar, abrandar ou parar.
Momento, pausas e tropeços típicos
Dificuldades frequentes surgem quando se tenta ir demasiado depressa ou quando se ignora a dor. O corpo por vezes precisa de tempo para relaxar. Pausas não são um fracasso, fazem parte do processo.
- Demasiada pressão para que tenha de resultar agora.
- Pouco tempo para excitação e relaxamento.
- Fricção excessiva em vez de adaptação lenta.
- Sensação de forçar em vez de decidir em conjunto.
Se algo fica incómodo, isso não é um sinal de que estão errados. É um sinal para mudar o ritmo ou fazer uma pausa.
Mitos e factos sobre a primeira vez
À volta da primeira vez circulam muitos mitos que sobretudo geram pressão. Uma visão clara ajuda a ordenar expectativas.
- Mito: A primeira vez dói sempre. Facto: Dor intensa não é normal e muitas vezes é sinal de tensão, de demasiado pouco tempo ou de lubrificação insuficiente.
- Mito: Tem de haver sangramento, caso contrário não foi a primeira vez a sério. Facto: Pode haver sangramento, mas não é obrigatório e não prova nada.
- Mito: Se não resultar logo, algo está errado. Facto: Nervosismo, sensação corporal estranha e interrupções são frequentes.
- Mito: Existe uma posição perfeita para todos. Facto: O essencial é controlo, proximidade e comunicação, não um determinado procedimento.
- Mito: Sem orgasmo foi um fracasso. Facto: O orgasmo não é um objetivo obrigatório e pode mesmo faltar na primeira vez.
- Mito: Um preservativo atrapalha tanto que é melhor não usar. Facto: Com o tamanho certo e aplicação calma é, para muitos, perfeitamente utilizável e continua a ser a principal proteção.
Se só querem reter uma frase, que seja esta: uma boa primeira vez transmite segurança, não pretende impressionar.
Higiene, proteção e segurança
Um preservativo novo, mãos limpas e um ambiente calmo são a base. Se algo arde, dói muito ou parece errado, deve-se parar. A proteção contra infeções faz parte do respeito por si e pela outra pessoa.
A DGS sobre infeções sexualmente transmissíveis dá uma visão objetiva do porquê da proteção ser importante.
Quando faz sentido procurar conselho médico ou de apoio
Se surgirem dores fortes repetidas, medo ou contracções, uma conversa com uma médica, um médico ou com uma linha de apoio pode ajudar. A sexualidade deve poder ser sentida como segura.
Também se deve procurar avaliação médica se, após a primeira vez, persistir ardor, corrimento incomum ou febre.
Conclusão
Que posição é melhor na primeira vez não depende de um truque, mas de controlo, proximidade e comunicação. Se começarem devagar, ouvirem o corpo e puderem parar a qualquer momento, já terão a base mais importante.
Perfeição não é um objetivo. Um início respeitador e descontraído vale mais do que qualquer ideia sobre como deveria ser.

